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DGS publica Plano para prevenir e minimizar efeitos negativos do calor.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou, no dia 26 de abril, o «Plano de contingência saúde sazonal – Módulo verão 2019», que entra em vigor a 1 de maio e se estende até 30 de setembro, e apresenta orientações estratégicas e referenciais que permitem comunicar o risco e sua gestão à população e aos parceiros do sector da saúde, bem como capacitar os cidadãos para a sua proteção e a prontidão dos serviços de saúde para a resposta ao aumento da procura.

O documento reforça a necessidade de todos os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) implementarem Planos de Contingência de nível local e regional.

Com base na informação disponível a nível nacional, regional e local, as administrações regionais de saúde e as instituições do SNS devem organizar-se, em cada momento, antecipando as necessidades de resposta face à procura (aumento da procura ou procura diferente da esperada) com o objetivo de minimizar os efeitos do calor intenso na saúde e nos serviços.

Segundo o plano, as instituições e serviços do SNS devem, entre outras medidas, promover o Centro de Contacto SNS 24 (808 24 24 24) como primeiro contacto com o sistema de saúde, garantir a articulação dentro e fora do sector da saúde, identificar previamente e gerir as necessidades em estruturas e equipamentos e recursos humanos, com especial atenção aos períodos de férias.

Outras recomendações do plano

Garantir a existência de salas climatizadas e identificar as pessoas mais vulneráveis e prever a adaptação da sua medicação, quando aplicável, são outras recomendações do plano.

«Cada instituição e serviço do SNS deve garantir a mais ampla divulgação das medidas a implementar e promover o seu cumprimento», sublinha.

O documento lembra que Portugal é um dos países europeus vulneráveis às alterações climáticas e aos fenómenos climáticos extremos, tendo em conta a sua localização geográfica.

«Na primavera/verão ocorrem frequentemente temperaturas muito elevadas (extremas) não apenas de forma pontual, mas em períodos continuados de tempo, podendo existir efeitos graves sobre a saúde, incluindo desidratação e descompensação de doenças crónicas», salienta o documento.

Pelos potenciais efeitos na saúde das populações são ainda relevantes os afogamentos, as toxinfeções alimentares, o aumento da população de vetores, nomeadamente mosquitos e carraças e os incêndios, adianta o plano, advertindo que o potencial aumento da morbilidade pode conduzir a um aumento da procura dos serviços de saúde.

Para saber mais, consulte:

Direção-Geral da Saúde > Plano de Contingência para Temperaturas Extremas Adversas

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