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SES: Morre-se menos em Portugal do que na Europa por causas evitáveis e tratáveis

O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, lembrou hoje, 5 de dezembro, que «morre-se menos no nosso país do que no resto da Europa por causas evitáveis e tratáveis».  Citando os dados do relatório da Comissão Europeia que será apresentado amanhã, recordou que são «140 mortes evitáveis por 100 cada mil habitantes, quando a média europeia é de 161» e em relação às doenças tratáveis, em Portugal registam-se 89 óbitos por cada 100 mil habitantes, contra os 93 da média europeia».

O governante falava na apresentação do livro ‘Centenário da Gripe Pneumónica em Portugal’, uma obra da iniciativa da Inspeção Geral das Atividades de Saúde (IGAS), em Lisboa e que contou ainda com intervenções de Leonor Furtado, inspetora-geral do IGAS, Fernando Rosas, historiador do IHC – NOVA FCSH, e Germano de Sousa, ex-bastonário da Ordem dos Médicos.

António Lacerda Sales saudou o trabalho efetuado que fazia falta ao país. «Nenhuma doença causou tantas vítimas mortais em tão pouco tempo com a Gripe Pneumónica», afirmou, garantindo que hoje temos «mais conhecimento sobre o nosso passado» e que isso significa «mais capacitação para melhor gerirmos o nosso futuro».

«Numa altura em que o SNS – que surgiu algumas décadas depois da pneumónica – é um alvo fácil e recorrente na opinião pública, é bom que alguém nos recorde de onde viemos.  Do nosso ponto de partida», declarou o Secretário de Estado. «Foi há 100 anos. Um século depois Portugal disponibilizou 2 milhões de vacinas contra a gripe, 1,4 milhões de vacinas distribuídas gratuitamente a grupos de risco no SNS», prosseguiu. E concluiu lembrando os bons indicadores de vacinação. «Hoje, Portugal aparece num relatório da Comissão Europeia entre os três melhores da União Europeia no que toca a vacinação, com taxas de imunização em crianças contra a difteria, o tétano, a tosse convulsa e sarampo bastante acima da média europeia», disse. «Não é uma coisa menor. Estamos nestes indicadores à frente de países como a Áustria, Dinamarca, Alemanha e o Reino Unido», concluiu.

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