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Perguntas Frequentes

Quando teve início a vacinação contra a COVID-19 em Portugal?

Em Portugal, o processo de vacinação teve início a 27 de dezembro de 2020 e vai prolongar-se por todo o ano de 2021.

Em Portugal existe um plano de vacinação?

Sim. O Plano de Vacinação COVID-19 foi apresentado no dia 3 de dezembro, estando a execução do mesmo a cargo do Serviço Nacional de Saúde. O plano será atualizado à medida que mais informação fique disponível – a primeira atualização ao plano foi divulgada a 17 de dezembro.

O Plano de Vacinação contra a COVID-19 assenta em valores de universalidade, gratuitidade, aceitabilidade e exequibilidade, tendo como objetivos de saúde pública:

  • salvar vidas, através da redução da mortalidade e dos internamentos e da redução dos surtos, sobretudo nas populações mais vulneráveis
  • preservar a resiliência do sistema de saúde, do sistema de resposta e do Estado
Quem desenvolveu o plano de vacinação?

O Plano de Vacinação COVID-19 foi desenvolvido por uma equipa multidisciplinar, criada por despacho [1] do governo, integrada por um núcleo de coordenação e por órgãos, serviços e organismos de apoio técnico.

O plano é dinâmico, evolutivo e adaptável à evolução do conhecimento científico e à calendarização da chegada a Portugal das tranches das diferentes vacinas contra a COVID-19.


[1] Despacho n.º 11737/2020 de 23 de novembro de 2020

Quais foram as vacinas que Portugal comprou?

Portugal integra a Estratégia Europeia de Vacinas aprovada em Junho de 2020 e, nesse âmbito, adquire as vacinas no âmbito dos acordos de aquisição antecipada que já foram celebrados entre seis empresas farmacêuticas e a União Europeia, abrangendo vacinas de diferentes tecnologias.

As seis empresas são:

  • AstraZeneca
  • BioNTech/Pfizer
  • Moderna
  • Curevac
  • Janssen
  • Sanofi/GSK

 

Estão em negociação contratos com outras empresas que poderão fornecer vacinas ao nosso país.

As vacinas compradas vão chegar para vacinar toda a população portuguesa?

Portugal já assegurou, dentro dos mecanismos da Comissão Europeia, cerca de 35 milhões de doses de vacinas, suficientes para vacinar todos os residentes em Portugal. Ainda assim, é de sublinhar que as vacinas não chegam todas ao mesmo tempo, ocorrendo a sua entrega e administração de forma faseada, tendo em conta o calendário de distribuição previsto.

Onde foram desenvolvidas as vacinas para a COVID-19?

As vacinas foram desenvolvidas em várias partes do mundo. Mais de um ano depois do SARS-CoV-2 ter sido identificado na cidade chinesa de Wuhan, há vários estudos em curso, e mais de 200 vacinas a serem desenvolvidas, das quais acima de 50 se encontram na fase de testes em humanos (ensaios clínicos).

Em fase mais avançada de ensaios clínicos e segundo a Organização Mundial da Saúde estão 85 vacinas, das quais, e para além das quatro autorizadas, três estão em processo de avaliação contínua na Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

A União Europeia através do Instrumento de Emergência Europeu (ESI) apoiou financeiramente o desenvolvimento e produção das vacinas que contratou, facultando apoios à investigação de outras vacinas.

As vacinas são seguras?

Sim. No desenvolvimento e aprovação das vacinas contra a COVID-19, tal como para qualquer outro medicamento, estão a ser garantidas a sua eficácia, segurança e qualidade, através de ensaios clínicos e de uma avaliação rigorosa pela Agência Europeia de Medicamentos.

Nos ensaios clínicos realizados, dezenas de milhares de voluntários foram vacinados e comparados com um número idêntico de voluntários não vacinados. Os indivíduos vacinados foram acompanhados em termos de segurança das vacinas, ao longo de mais de seis semanas. Este é o período em que habitualmente surgem efeitos adversos comuns após a toma de vacinas, não se tendo observado uma frequência ou gravidade destes efeitos que coloque em causa a segurança das vacinas.

A vacina contra a COVID-19 tem efeitos indesejáveis?

À semelhança de qualquer medicamento, também as vacinas contra a COVID-19 poderão desencadear efeitos indesejáveis. Os efeitos mais frequentes são ligeiros, estão descritos no folheto informativo de cada vacina e incluem:

  • reação no local da injeção
  • dor de cabeça
  • dores musculares ou das articulações
  • febre
  • sensação de cansaço
  • enjoos
  • mal-estar geral

 

Normalmente estes efeitos resolvem-se espontaneamente no prazo de três dias.

Qual a diferença na forma de atuação das diferentes vacinas?

Qualquer vacina autorizada na União Europeia demonstra qualidade, segurança e eficácia, tendo em conta o parecer da Agência Europeia de Medicamentos e a autorização da Comissão Europeia. As principais diferenças entre as vacinas estão na forma como induzem a aquisição de imunidade.

Algumas vacinas irão funcionar de forma tradicional: utilizam componentes do vírus e o sistema imunológico reconhece-as como corpos estranhos, desenvolvendo defesas contra elas. Outras, designadas vacinas à base de ácidos nucleicos, injetam informação que permite que o corpo crie uma componente do vírus, que por sua vez vai levar o sistema imunológico a desenvolver defesas.

Presentemente, não existe informação suficiente que permita considerar que uma vacina é melhor que outra.

Quanto vai custar a vacina contra a COVID-19?

A vacina será gratuita para a pessoa vacinada.

Quais são os grupos prioritários para a vacinação?

Segundo o plano de vacinação, que pode sofrer alterações em função da evolução do conhecimento científico e da indicações e contraindicações que venham a ser aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos, a estratégia de vacinação, com o objetivo de salvar vidas, será a seguinte:

Fase 1:

    • profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados a doentes
    • profissionais, utentes e residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e instituições similares (nos termos da Orientação 009/2020 da DGS) e da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI)
    • pessoas com 80 ou mais anos de idade
    • pessoas com idade entre os 50 e os 79 anos, com pelo menos uma das seguintes patologias:
      • insuficiência cardíaca
      • doença coronária
      • Insuficiência renal (TFG < 60ml/min)
      • Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração
    • profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos e titulares de órgãos de soberania e altas entidades públicas
    • pessoas com Trissomia 2,1 com 16 ou mais anos de idade

 

Fase 2:

  • pessoas entre os 65 e os 79 anos de idade, inclusive, que não tenham sido vacinadas previamente
  • pessoas entre os 50 e os 79 anos de idade, inclusive, com pelo menos uma das seguintes patologias:
    • diabetes
    • neoplasia maligna ativa
  • doença renal crónica (TFG > 60ml/min)
  • insuficiência hepática
  • hipertensão arterial
  • obesidade
  • outras patologias com menor prevalência que poderão ser definidas posteriormente, em função do conhecimento científico

 

Fase 3: Toda a restante população elegível, que poderá ser igualmente priorizada.

O processo de vacinação irá decorrer ao longo do ano de 2021.

Quais os profissionais envolvidos na resiliência do sistema de saúde?

Os profissionais envolvidos na resiliência do sistema de saúde são:

  • profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes, em contexto prioritário
  • profissionais envolvidos no transporte de doentes e socorro
  • restantes profissionais de saúde
  • restantes profissionais de respostas sociais
  • titulares de órgãos de soberania e altas entidades públicas
  • forças de segurança, em serviços críticos (atuando em contexto público ou operando em ambientes de elevado risco epidemiológico)
  • forças armadas, em serviços críticos
  • profissionais dos estabelecimentos de educação e de ensino e respostas sociais de apoio à infância
Quais os contextos prioritários para os profissionais de saúde?

Enquanto a disponibilidade das vacinas for limitada, a vacinação é priorizada para os profissionais de saúde envolvidos na prestação direta de cuidados de saúde nos seguintes contextos:

  • unidades de cuidados intensivos e intermédios
  • serviços de urgência
  • áreas Dedicadas a Doentes Respiratórios (ADR) nos Cuidados de Saúde Primários e nos serviços de Urgência
  • serviços de internamento dedicados a doentes COVID-19 (medicina interna, pneumologia, infeciologia, entre outros)
  • emergência médica pré-hospitalar e transporte de doentes urgentes
  • unidades de transplante
  • serviços de oncologia e hemato-oncologia
  • unidades de diálise
  • unidades de neonatologia
  • unidades de técnicas respiratórias e de gastroenterologia
  • serviços de otorrinolaringologia
  • serviços de anestesiologia
  • blocos operatórios e blocos de partos
  • profissionais envolvidos na colheita e manipulação de amostras respiratórias para o diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2
  • serviços de estomatologia e de medicina dentária / saúde oral e clínicas de medicina dentária
  • profissionais das USP e DSP envolvidos nas vistorias de instituições e/ou estabelecimentos e envolvidos na intervenção em Saúde Pública em ERPI e outras instituições com surtos ativos
  • profissionais dos Cuidados de Saúde Primários envolvidos na prestação de cuidados
  • domiciliários
  • profissionais envolvidos na dispensa de medicamentos
A vacina é obrigatória?

Não. A vacina contra a COVID-19 é voluntária, ou seja, apenas toma a vacina quem o desejar. Contudo, as autoridades de saúde recomendam fortemente a vacinação contra a COVID-19 como meio para controlar a pandemia.

Existe alguma forma de me inscrever para a vacinação?

Poderá esperar para ser contactado pelo Serviço Nacional de Saúde ou então pode consultar o site COVID-19 [2], área da vacinação, onde poderá verificar quando será vacinado e se consta da lista para vacinação na fase atual do Plano de Vacinação COVID-19. Se considera que tem uma das doenças crónicas abrangidas nesta fase de vacinação e não constar das listas para vacinação:

  • se for seguido exclusivamente em serviço privado: deve solicitar esclarecimento ao serviço de saúde onde a sua doença crónica é acompanhada, o qual pode efetuar uma declaração eletrónica para que possa ser incluído nas listas para vacinação
  • se for seguido no Serviço Nacional de Saúde: deve contactar a unidade de saúde onde a sua doença crónica é acompanhada, solicitando esclarecimento

 


[2] https://covid19.min-saude.pt/vacinacao/

Porque devo vacinar-me para a COVID-19?

Ser vacinado contra a COVID-19 permite proteger-nos individualmente contra a doença e suas complicações.

Posso escolher qual a vacina que quero tomar?

Todas as vacinas aprovadas para utilização na União Europeia foram submetidas a uma avaliação rigorosa pela Agência Europeia de Medicamentos, tendo sido garantidas a sua eficácia, segurança e qualidade.

As vacinas contra a COVID-19 aprovadas para utilização na União Europeia são equivalentes. Prevê-se que a vacinação possa decorrer de acordo com as prioridades definidas, de modo a proporcionar acesso à vacina a todas as pessoas que mais dela necessitam, de forma eficiente e de acordo com os dados conhecidos à data.

Quantas doses da vacina tenho de tomar?

Atualmente, estão aprovadas quatro vacinas, três das quais requerem na vacinação contra a COVID-19 duas doses/tomas por pessoa. A outra vacina, cuja utilização deverá ocorrer nas próximas semanas, segue um esquema vacinal com apenas uma dose.

O que devo fazer após a primeira dose?

Em vacinas com o esquema vacinal de duas doses, logo após ter recebido a primeira dose, será informado do agendamento da segunda, de acordo com a indicação do médico ou enfermeiro.

Para ter a máxima proteção é importante que a vacinação, com as duas doses, esteja completa.

A vacina vai impedir que tenha COVID-19?

Os estudos sugerem que a vacina vai diminuir significativamente o risco de contrair a infeção e diminuir a gravidade da doença.

Os ensaios clínicos que suportaram a autorização de introdução destas vacinas no mercado envolveram milhares de pessoas e demonstraram que estas vacinas são eficazes na prevenção de COVID-19, bem como em evitar a doença grave e a morte.

A eficácia significa que uma pessoa vacinada tem um risco de contrair a doença que é significativamente inferior ao de outra pessoa que não foi vacinada, em idênticas circunstâncias. Também pode ser considerada a eficácia contra formas graves de doença, ou seja, os vacinados poderão eventualmente ter doença ligeira, mas estão mais protegidos de formas graves de COVID-19, comparativamente com os não vacinados.

Por isso, a vacinação vai desempenhar um papel central na preservação de vidas humanas e na contenção da pandemia.

Posso ser infetado pela vacina?

Não. Não pode ser infetado através da vacina, pois as vacinas não contêm vírus que causam a doença. No entanto, é possível ter contraído COVID-19 nos dias antes ou imediatamente após a vacinação e surgirem os sinais da doença poucos dias depois da vacinação.

As manifestações mais frequentes de COVID-19 são:

  • tosse
  • febre
  • dificuldade respiratória ou falta de ar
  • perda ou alteração do seu paladar/gosto ou olfato/cheiro

 

Se tiver algum dos sintomas mais frequentes da doença, fique em casa e contacte o SNS 24 – 808 24 24 24.

Fui vacinado contra a gripe, também preciso da vacina COVID-19?

Se for elegível para ambas as vacinas, deve ser vacinado para as duas. Devem, no entanto, ser administradas separadamente com o tempo adequado.

Tenho mais de 50 anos e faço parte de um grupo de risco. Vou ser contactado pelo meu centro de saúde?

Sim, será contactado pelo Serviço Nacional de Saúde quando chegar a sua vez, através de SMS, telefone ou carta.

Já tive COVID-19. Preciso mesmo de tomar a vacina?

As pessoas que recuperaram de infeção por SARS-CoV-2 não devem ser excluídas do plano de vacinação. Contudo, os indivíduos que tiveram infeção comprovada por SARS- CoV-2 no passado, têm menor risco de contrair a doença. Dada a disponibilidade limitada de vacinas, nesta fase, não serão priorizadas para vacinação as pessoas que recuperaram da COVID-19.

Não sei se já tive COVID-19, posso tomar a vacina?

Não existe evidência que justifique qualquer preocupação de segurança ao vacinar pessoas com história anterior de infeção por SARS-CoV-2 ou com anticorpos contra a COVID-19 detetáveis.

Estou com sintomas sugestivos de COVID-19, posso tomar a vacina?

Não. As pessoas com sintomas sugestivos de COVID-19 ou com infeção por SARS-CoV-2, ou em isolamento profilático não devem ser vacinadas nem se dirigir aos pontos de vacinação, enquanto apresentarem sintomas.

Tomei a primeira dose da vacina e, entretanto, fui diagnosticado com COVID-19. Devo tomar a segunda dose?

Não. Para as vacinas com esquema de duas doses, as pessoas que são diagnosticadas com infeção por SARS-CoV-2 após a primeira dose, não devem ser vacinadas com a segunda dose.

Se for vacinado, não preciso de cumprir as restrições?

Mesmo após ser vacinado, deve continuar a cumprir todas as medidas para a prevenção e controlo da transmissão do vírus, incluindo o uso de máscara.

Uma pessoa vacinada só se deve considerar protegida de doença cerca de uma a duas semanas após a vacinação completa com duas doses. Este é o período que dá garantia de uma resposta robusta por parte do seu sistema imunitário.

Desconhece-se ainda se estar vacinado impede infeção assintomática. As vacinas protegem contra a doença, mas não necessariamente contra ser “portador” e transmitir o vírus, sem apresentar sintomas. As máscaras e o distanciamento evitam que possamos infetar outras pessoas caso sejamos “portadores” do vírus sem o saber.

Lembre-se: a COVID-19 transmite-se através de gotículas expiradas pelo nariz ou boca, particularmente ao falar ou tossir. Também pode ser transmitida tocando nos olhos, nariz e boca, após contacto com objetos ou superfícies contaminadas.

Quanto tempo depois da vacinação estou protegido para a COVID- 19?

Um vacinado só se deve considerar protegido de doença cerca de uma a duas semanas após a vacinação completa. Este é o período que dá garantia de uma resposta robusta por parte do seu sistema imunitário.

Após a vacinação posso ter infeção assintomática?

Desconhece-se ainda se estar vacinado impede infeção assintomática. As vacinas conferem proteção contra a doença, mas não protegem necessariamente outras pessoas caso sejamos “portadores” e transmissor do vírus, sem exibir sintomas. As máscaras e o distanciamento evitam que possamos infetar outras pessoas caso sejamos “portadores” do vírus sem saber.

Depois de tomar a vacina, por quanto tempo vou ficar imune?

Neste momento, não é possível avaliar por quanto tempo essa proteção se irá manter, nem se haverá necessidade de administrar uma dose de reforço e qual a sua periodicidade. Esta informação será atualizada assim que mais dados forem ficando disponíveis.

Quais os cuidados que devo ter após ser vacinado?

Em primeiro lugar, após a vacinação todas as pessoas devem permanecer em vigilância no local da vacinação, durante 30 minutos. Depois disso, e atendendo a que estas vacinas estão a ser administradas pela primeira vez, deverá estar atendo a possíveis efeitos indesejáveis e notificá-los ao INFARMED através do Portal RAM.

Deve ainda continuar a manter as regras de proteção:

  • distanciamento social: manter distância de pelo menos 2 metros
  • etiqueta respiratória:
    • tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir
    • utilizar um lenço de papel ou o braço, nunca com as mãos
    • deitar o lenço de papel no lixo
    • lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir
  • reforçar as medidas de higiene:
    • lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução de base alcoólica
    • evitar contacto próximo com doentes com infeções respiratórias
  • usar máscara não-cirúrgica, como medida adicional de proteção, em espaços interiores como supermercado, farmácias, lojas ou estabelecimentos comerciais, transportes públicos ou na via pública sempre que o distanciamento de 2 metros não seja possível de cumprir

Em que locais será administrada a vacina?

Para a primeira fase, foi organizada uma logística de vacinação a nível nacional, que permite assegurar o fornecimento em todos os pontos do país, utilizando a rede do Serviço Nacional de Saúde.

Atualmente, a vacinação decorre em lares, instituições similares, hospitais do Serviço Nacional de Saúde, hospitais privados, centros de saúde, e noutros pontos de vacinação autorizados para o efeito.

A vacinação dos residentes, utentes e profissionais dos lares e instituições similares decorreu no local, e as vacinas foram administradas por profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde, que se deslocaram a estas instituições.

A vacinação dos profissionais de saúde e outros profissionais prioritários decorre no âmbito dos Serviços de Saúde Ocupacional das instituições onde trabalham ou de outros serviços de saúde próprios.

Foi igualmente iniciada a vacinação em centros de vacinação contra a COVID-19, que conseguem vacinar um maior número de pessoas.

Para as fases seguintes do plano de vacinação, outros espaços estão a ser equacionados, que permitam aumentar o ritmo de vacinação assim que haja um maior número de vacinas disponíveis.

Quais as condições que os pontos de vacinação devem ter?

Os pontos de vacinação são adaptados à campanha de vacinação contra a COVID-19 e devem ter:

  • rede de frio adequada, conforme as especificações técnicas de cada vacina e as instruções do fabricante
  • equipamento e medicamentos para o tratamento de reações anafiláticas
  • profissionais de saúde com treino e formação para a vacinação e para a atuação em caso de reações anafiláticas
  • acesso à Plataforma Nacional de Registo e Gestão da Vacinação – VACINAS

Como se evitarão aglomerações nos pontos de vacinação?

A vacinação ocorre por agendamento e divide-se em várias fases, conforme o Plano de Vacinação.

Todos os residentes em Portugal terão acesso à vacina? E os portugueses emigrados?

A vacina será administrada de forma faseada a grupos prioritários, até que a população elegível seja toda vacinada. A vacina é universal, ou seja, destina-se a qualquer pessoa presente em Portugal, desde que a vacina esteja clinicamente indicada para essa pessoa.

A partir de que idade se pode levar a vacina? As crianças devem tomá-la?

As três vacinas atualmente em utilização em Portugal após aprovação na União Europeia, tendo em conta a recomendação da Agência Europeia do Medicamento, são para utilização na população:

  • idade igual ou superior a 18 anos de idade
    • COVID-19 Vaccine AstraZeneca (da AstraZeneca)
    • COVID-19 Vaccine Moderma (da Moderna)
  • idade igual ou superior a 16 anos de idade: no caso da vacina da Comirnaty (da BioNTech/Pfizer)
As mulheres grávidas devem tomar a vacina?

A administração da vacina em mulheres grávidas deve ser avaliada pelo médico assistente, de acordo com a relação benefício-risco. Não é necessário evitar a gravidez após a vacinação.

Tenho familiares num lar. Como se procederá à vacinação nesse contexto? Quem é responsável pela vacinação?

Como habitualmente, o Serviço Nacional de Saúde assegura a vacinação nos lares, através das equipas dos centros de saúde que se deslocam a estes locais. Atualmente, já decorreu a vacinação em lares, com exceção daqueles que apresentavam surtos ativos, e que serão vacinados à medida que estas situações se resolvam.

Tenho familiares num lar com um surto de COVID-19. A vacinação pode decorrer de forma normal?

Não. A vacinação dos profissionais, residentes e utentes de lares, instituições similares, e unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados nas quais existam surtos de COVID-19 ativos deve ser adiada. Estas pessoas devem ser vacinadas, logo que possível, após 14 dias desde o último caso identificado de COVID-19.

Como se processa o registo no boletim de vacinas?

O registo da inoculação será efetuado diretamente no sistema Vacinas, que permitirá que a vacina passe a constar automaticamente:

  • no calendário vacinal do utente
  • na Plataforma VACINAS (acessível aos profissionais de saúde)
  • na App MySNS Carteira (boletim de vacinas)
  • na Área do Cidadão do Portal do Serviço Nacional de Saúde
Vai ser possível acompanhar em tempo real a execução da campanha de vacinação?

O estado de execução da campanha, em termos do número total de doses administradas, incluindo primeiras e segundas doses, é atualizado diariamente no site do Serviço Nacional de Saúde[3].

Semanalmente, a Direção-Geral da Saúde publica o relatório[4] que dá conta da cobertura vacinal nacional e por região geográfica e por idade, em Portugal Continental.

 


[3] https://s-1.sns.gov.pt/monitorizacao-do-sns/vacinas-covid-19/
[4] https://covid19.min-saude.pt/relatorio-de-vacinacao/



Data de Atualização: 08-04-2021
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